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sábado, 16 de junho de 2012

Saiba se tu és um viciado em Facebook



Listamos treze características que influenciam a tua maneira de viver, de escrever e de te relacionar — provavelmente fazendo de ti um chato.

O Facebook pode viciar e isso quase todo mundo já sabe, afinal, é muito difícil achar alguém que não tenha passado horas conectado à rede social. No entanto, algumas pessoas exageram e passam a viver dentro do mundo criado por Mark Zuckerberg, apresentando sintomas bem característicos e até mesmo irritantes.
Para te ajudar a não te tornares uma dessas pessoas, separamos 13 sintomas de um viciado em Facebook. Portanto, preste bastante atenção e evite ser o autor de publicações bizarras.

1 ) Desespero por um “curtir”

Essa característica é clássica, afinal, que pessoa sem vida social não é desesperada por reconhecimento? É fácil perceber quem se encontra neste estágio: repare em todo mundo que comenta ou compartilha algo óbvio demais para ser coincidência, como “cara, que vontade salvar as crianças que passam fome” ou “saudade da minha infância”.

2) Atualizações profundas e inteligentes

Cuidado! A pessoa que estiver com esse sintoma já não tem mais nenhum amigo para dividir toda a profundidade dos teus sentimentos e, como último recurso, ela passa a usar o Facebook como escapatória. Por isso, passe bem longe daquela menina bonitinha e carente que vive publicando “Se não gosta de mim, me respeite: até eu fui obrigada a me respeitar”.

3) Relatos intermináveis sobre o namoro

Uma dos dois integrantes do casal não sai mais da frente do computador, o que gera algumas intrigas e até grandes discussões. Desse modo, ela vai sentir necessidade de compartilhar essas crises com os outros viciados, afirmando que está sozinha por opção ou declarando o seu amor incondicional.

4) Falta de controle nas marcações

A pessoa está tão acostumada a marcar diversos amigos — e até pessoas estranhas — em fotos aleatórias que ela perde o controle. Em pouco tempo, o melhor amigo vira um joelho e a namorada um pedaço do céu.

5) As atualizações começam a ficar misturadas

A pressa em narrar a própria vida em atualização de status acaba por confundir a cabeça do usuário, causando erros, no mínimo, estranhos. Tente contar: quantas vezes tu não conseguiu entender se a pessoa queria ficar em casa ou sair? 

6) Alvo fácil para todos os vírus

(Fonte da imagem: Reprodução/Facebook)
Tu sai clicando em todos os aplicativos e eventos que te passam? É, meu amigo, essa compulsão é bem perigosa — para ti e para o teu computador. Da próxima vez, tente te lembrar de que até o botão “Não Curtir” era apenas mais um golpe.

7) Tudo é desculpa para comentar

Quando a pessoa já não mede esforços para ser o mais onipresente possível, quer dizer que ela passa o maior tempo livre conectado ao Facebook. Esse sintoma gera, principalmente, gente sem noção, como aquele teu amigo chato que só comenta “kkkkkkkkkkkkkkkkkk”.

8) Status = Diário

Nada mais normal que um viciado faça uso incondicional do teu vício, portanto, qualquer acontecimento (por menor que seja) pode ser motivo de uma atualização bizarra do status. E isso vai acontecer o tempo todo, como quando teu amigo diz o quanto o dia está sendo legal — mas se ele estivesse aproveitando de verdade, não estaria no Facebook.

9) Pontuações já não existem mais

A pressa e o comodismo de uma rede social fazem com q a maioria das pessoas perca a habilidade de pontuar corretamente as tuas frases. Eh um dos sintomas + tristes e dificil de se ver...

10) Muita conclusão para pouca experiência

Como o indivíduo recebe todas as tuas informações pelo Facebook, ele começa a tirar conclusões tão inteligentes quanto às tuas fontes. Dessa maneira, ele passa a ser mais incoerente do que as pessoas normais, publicando afirmações do tipo “o que mata fortalece e o que deixa gordo é tenso” ou coisas piores.

11) Preocupação em resolver os problemas mundiais

Se o mundo do usuário é o Facebook, ele vai tentar ser alguém engajado em melhorar o teu lar. O que não é, necessariamente, uma característica agradável e legal, já que nem 190 milhões de “curtir” vão garantir a casa para os cachorros sem teto do Brasil.

12) O número de aplicativos é maior do que o de amigos

Chega uma hora em que o viciado não tem mais novidades para ler na timeline dos outros. O que ele faz? Começa a ocupar o teu tempo com todos os aplicativos já criados — inclusive os mais chatos e que necessitam de pedidos de “kit moedas para o teu jogador ficar mais forte”, por exemplo.

13) Mais amigos virtuais do que reais

Todo viciado em algum serviço online que se preze tem mais amigos virtuais do que reais. São pessoas que ele nunca viu na vida, mas sabe todos os passos que ela dá durante o dia. Tu, com certeza, conhece alguém assim: é aquele cara que fala direto sobre uma menina gata conhecida só por ele, de um amigo que viaja demais e mora na Espanha e de uma tia superlegal que manda presentes todo mês. Mas além dos mil amigos no Facebook, ninguém nunca viu ele sair ou se divertir com a galera.
Caso tu tenhas te encaixado em mais de quatro desses sintomas, fique atento. Talvez seja hora de passar mais tempo livre com os amigos, com aquela pessoa que tu curte e tentar fazer a maior quantidade de coisas ao ar livre. O Bagualol garante: tu não vais te arrepender!
Fontes: Tecnomundo
CURTA http://facebook.com/bagualol


sábado, 24 de setembro de 2011

Se todos nós amássemos o nosso país como os sulistas, o Brasil seria outro..

Veja o que o Comentariasta da Rede Glogo, Arnaldo Jabor, fala do nosso estado. É de cair os butiá do bolso, ouvir um paulista reconhecendo o que todos nós já sabíamos!

Se todos nós amássemos o nosso país como os sulistas, o Brasil seria outro..

Pois é.
O Brasil tem milhões de brasileiros que gastam sua energia distribuindo ressentimentos passivos.
Olham o escândalo na televisão e exclamam 'que horror'. Sabem do roubo do político e falam 'que vergonha'. Vêem a fila de aposentados ao sol e comentam 'que absurdo'. Assistem a uma quase pornografia no programa dominical de televisão e dizem 'que baixaria'. Assustam-se com os ataques dos criminosos e choram 'que medo'. E pronto! Pois acho que precisamos de uma transição 'neste país'. Do ressentimento passivo à participação ativa'.
Pois recentemente estive em Porto Alegre, onde pude apreciar atitudes com as quais não estou acostumado, paulista/paulistano que sou. Um regionalismo que simplesmente não existe na São Paulo que, sendo de todos, não é de ninguém. No Rio Grande do Sul, palestrando num evento do Sindirádio, uma surpresa.
Abriram com o Hino Nacional.
Todos em pé, cantando. Em seguida, o apresentador anunciou o Hino do Estado do Rio Grande do Sul. Fiquei curioso. Como seria o hino? Começa a tocar e, para minha surpresa, todo mundo cantando a letra!
'Como a aurora precursora /
do farol da divindade, /
foi o vinte de setembro /
o precursor da liberdade '.

Em seguida um casal, sentado do meu lado, prepara um chimarrão. Com garrafa de água quente e tudo. E oferece aos que estão em volta. Durante o evento, a cuia passa de mão em mão, até para mim eles oferecem. E eu fico pasmo. Todos colocando a boca na bomba, mesmo pessoas que não se conhecem. Aquilo cria um espírito de comunidade ao qual eu, paulista, não estou acostumado.
Desde que saí de Bauru, nos anos setenta, não sei mais o que é 'comunidade'. Fiquei imaginando quem é que sabe cantar o hino de São Paulo. Aliás, você sabia que São Paulo tem hino? Pois é... Foi então que me deu um estalo.
Sabe como é que os 'ressentimentos passivos' se transformarão em participação ativa? De onde virá o grito de 'basta' contra os escândalos, a corrupção e o deboche que tomaram conta do Brasil?
De São Paulo é que não será. Esse grito exige consciência coletiva, algo que há muito não existe em São Paulo. Os paulistas perderam a capacidade de mobilização. Não têm mais interesse por sair às ruas contra a corrupção. São Paulo é um grande campo de refugiados, sem personalidade, sem cultura própria, sem 'liga'. Cada um por si e o todo que se dane.
E isso é até compreensível numa cidade com 12 milhões de habitantes. Penso que o grito - se vier - só poderá partir das comunidades que ainda têm essa 'liga'. A mesma que eu vi em Porto Alegre. Algo me diz que mais uma vez os gaúchos é que levantarão a bandeira. Que buscarão
em suas raízes a indignação que não se encontra mais em São Paulo.
Que venham, pois. Com orgulho me juntarei a eles. De minha parte, eu acrescentaria, ainda:
'...Sirvam nossas façanhas, de modelo a toda terra...'