quinta-feira, 3 de abril de 2014

ATO CONTRA NOVO AUMENTO DAS PASSAGENS EM PORTO ALEGRE TEM CONFRONTO EM FRENTE À PREFEITURA

A noite desta quarta-feira foi momento de mais um ato político em Porto Alegre. Depois de o Conselho Municipal de Transporte Urbano (Comtu) ter aprovado o aumento do preço das passagens de ônibus de R$ 2,80 para R$ 2,95 (5,6%), cerca de duas mil pessoas, organizadas pelo Bloco de Lutas pelo Transporte Público, foram para a frente da sede da Prefeitura criticar o aumento e exigir do prefeito José Fortunati (PDT) que não confirme o aumento. As críticas à organização da Copa do Mundo também estiveram presentes em faixas, cartazes e cânticos.
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O ato inaugurou uma nova forma de ação policial: pela primeira vez desde que os atos mais massivos começaram em junho passado, a Guarda Municipal empunhou mangueiras e utilizou jatos de água para repelir a aproximação de manifestantes das escadas da Prefeitura. As mangueiras foram utilizadas depois que alguns ativistas sacudiram as cordas que separavam o protesto do prédio e, em seguida, arremessaram garrafas e pedras contra os guardas. Então, jatos d’água foram acionados contra os manifestantes, que resistiram por alguns minutos e depois, com a aproximação do Batalhão de Choque da Brigada Militar, decidiram iniciar a caminhada prevista.
Muitos policiais militares estavam no entorno, inclusive com cavalaria. A marcha se dirigiu até a Júlio de Castilhos, e seguia com tranquilidade apesar de alguns vidros quebrados em agências bancárias. Porém, inesperadamente, o policiamento avançou. Faltavam alguns metros para que o ato passasse pela Igreja Universal que encerra a rua, e bombas começaram a voar contra a marcha enquanto a cavalaria e o Choque avançavam. Manifestantes relataram ter sido atingidos por golpes de espada. Outros caíram e foram pisoteados na confusão. Parte da fuga se deu pela contramão, em meio aos carros, como forma de se proteger. O ato acabou por dividir-se em dois blocos, seguindo um em direção ao Túnel da Conceição, conforme estava previsto, e o outro de volta ao Centro. A comunicação entre os dois grupos estava difícil, e chegavam informações de que o Largo Zumbi dos Palmares, onde o ato deveria acabar, estaria ocupado pelo policiamento. Isso fez com que a dispersão se desse antes.
Após o fim do protesto, pelo menos uma pessoa foi presa no bairro Cidade Baixa, mas já foi liberada. Segundo reportagem do site Sul 21, a garota presa foi perseguida e detida por ter xingado os policiais enquanto uma revista ostensiva de militantes, com cerco do Batalhão de Choque, acontecia na Rua da República.
Para a próxima segunda-feira, 7 de abril, está prevista uma Assembleia Popular que pretende debater um projeto de transporte público para Porto Alegre. A Assembleia deve começar às 18h no Largo Glênio Peres.
VEJA ABAIXO MAIS FOTOS DO ATO:
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